Loading...
Loading...

Terra sem Lei: Sergio Cabral comanda presídio no Rio, com direito a alta gastronomia e MP descobre regalias




Castanhas, presunto cru, queijos finos variados, bolinhos de bacalhau, iogurte em balde de gelo e outras iguarias foram apreendidas pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) nesta sexta-feira (24), em um pente fino feito dentro das celas do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), da sua mulher e ex-primeira dama Adriana Ancelmo, do empresário dos ônibus Jacob Barata Filho e da ex-governadora Rosinha Garotinho (PR).

Todos eles estão presos na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com a procuradoria, o material foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística.

O MP-RJ informou ao UOL que tudo o que saia do que está descrito na Resolução nº 610 da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), promulgada em março de 2016, é passível de veto ou recolhimento.

Temer volta para o HOSPITAL e estado é delicado, Forças Armadas podem assumir o Brasil


O inciso 1 do 1º artigo diz que é permitido aos detentos receberem "frutas diversas, alimentos cozidos, leite em pó acondicionado em embalagem tipo saco, biscoitos, bolos, e doces acondicionados em sacos ou vasilhames plásticos transparentes".


"O Ministério Público vai comunicar os fatos ao juiz da 7ª Vara Federal e ao juiz eleitoral de Campos, e o MPRJ adotará as medidas cabíveis contra as autoridades e servidores da SEAP", informou a procuradoria em nota.


Divulgação/MPRJ


Nas celas, o MP-RJ encontrou até bolinhos de bacalhau

Procurada, a Seap informou que "há uma resolução desta pasta dizendo que todo o visitante de interno de todo o sistema penitenciário pode levar até três bolsas de supermercado contendo alimentos ou produtos de higiene pessoal para os detentos de todo o sistema prisional. As restrições são para alimentos ou produtos de higiene que dificultem a fiscalização dos mesmos".

No entanto, a mesma resolução citada no entendimento do MP afirma que somente duas sacolas de supermercado podem ser enviadas com os itens listados.


A pasta afirmou que os presidiários podem optar por consumir os alimentos recebidos na hora da visita ou mesmo levá-los para consumir na cela posteriormente. A Secretaria disse ainda que o balde de gelo foi uma improvisação dos presos.

Após escândalos, Ticiana Villas Boas vive novo DRAMA e pode ficar sem nada



Em nota, a defesa do ex-governador peemedebista reclamou da dimensão dada ao caso.

"Sérgio Cabral já é perseguido até pelo que come. Daqui a pouco será pelo que pensa. É lamentável se ver a mobilização de todo o aparato estatal em perseguição ao cardápio de um detento. Parecia que o Ministério Público tinha coisas mais importantes a fazer no Estado do Rio de Janeiro, que fiscalizar comida de presídio", disse o advogado Rodrigo Roca, em nota.

Ele criticou também as imagens da apreensão que foram divulgadas pela TV Globo e pela GloboNews. "Pior ainda foi constatar mais uma ilegalidade praticada contra o ex-governador que, nem mesmo preso, consegue ter a sua dignidade e a sua imagem preservadas", declarou o defensor.

O ex-governador Sergio Cabral foi preso em novembro do ano passado e, mesmo sob custódia, ainda mantém relações de poder. Já sua mulher, Adriana Ancelmo, retornou à prisão na quinta-feira (23) por uma determinação do TRF2. Ambos são condenados por lavagem de dinheiro e associação criminosa.


Investigado, o empresário Jacob Barata Filho foi preso preventivamente na semana passada. Rosinha Garotinho, por sua vez, foi presa na última quarta-feira (22) com o marido, Anthony Garotinho, por suspeita de corrupção e financiamento ilegal de campanha eleitoral.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/11/24/mp-apreende-alimentos-da-cela-de-cabral-e-defesa-reclama-perseguido-ate-pelo-que-come.htm

Três restaurantes da Zona Sul do Rio de Janeiro são suspeitos de fornecerem alimentos "gourmet" para presos da Lava Jato no Rio. A informação é da promotora do Ministério Público estadual Elisa Fraga

"Nós recebemos uma informação de que estavam ingressando alimentos oriundos de restaurantes para a alimentação dos presos das operações Calicute, Lava Jato, C'est Fini", afirmou a promotora.


Segundo explicou a promotora, das celas 1 a 9 do presídio - onde estão os detentos da Lava Jato - havia embalagens similares, com alimentos também parecidos. Isso reforça a suspeita do MP de que os fornecedores das comidas seriam os mesmos.

A representante do MP também explicou que é permitido, segundo resolução da Seap, que parentes levem para os detentos refeições prontas dentro das cadeias. Mas, alimentos in natura, ou seja, que ainda não estão cozidos, como é o caso dos camarões, estes são proibidos.
Tecnologia do Blogger.