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Jornalista da Globo é agredida por representantes do PT durante voo de Brasilia






Nesta terça-feira a jornalista e comentarista de economia Miriam Leitão fez um relato surpreendente em sua coluna no jornal "O Globo". Miriam afirmou que foi sido agredida verbalmente por simpatizantes do PT em voo Brasília-Rio no último dia 3. 

"Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo", escreveu. "Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidiários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo", acrescentou. 

Letícia Sabatella, no ano passado, contou ter sido hostilizada durante manifestação em Curitiba, no Paraná, e, meses depois, esteve em passeata pedindo a saída de Michel Temer da Presidência.

Miriam Leitão é atacada em voo

Segundo Miriam, o ataque começou assim que o grupo entrou na aeronave da Avianca. "Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiam olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas", continuou. 




"Terrorista, terrorista - gritaram alguns", relatou a jornalista. Segundo Míriam, a única mulher que integrava a comissão de bordo lhe sugeriu mudar de lugar a convite do comandante. "É aqui que eu vou ficar", alegou com o avião já atrasado.

A comentarista do "Bom Dia Brasil" relatou que caso ela não mudasse de lugar, o avião não iria decolar e que a ordem partiu da Polícia Federal. "Enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De nada", respondeu a jornalista. 

"Nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui", continuou. "Permaneci em silêncio", assegurou.

"Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias", relatou a colega de profissão de Mônica Iozzi, uma das apoiadoras das Diretas Já, assim como o ator Marcelo Serrado.




Delegado do PT aponta o dedo para jornalista


Ainda na publicação, a colunista escreveu que "o piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio". "Quando me levantei, um deles (delegado do PT), no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo", continuou. "Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho", finalizou Míriam, uma das famosas a comparecer ao velório de Sandra Moreyra.
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